quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Até que a morte os separe e outros poemas

Este é um livro que, assim como Luz de sangue, publiquei essa semana no Clube de Autores (www.clubedeautores.com.br).

Escrevi esses poemas, que agora junto no livro Até que a morte o separe e outros poemas, como uma forma de passar o tempo. Vendo-os acumulando-se sobre a escrivaninha, decidi reuni-los e publicá-los.

Não são temas alegres ou felizes, ou de amores impossíveis que no final tudo se resolve bem. São poemas, em sua maioria, de natureza soturna e podem, muitas vezes, serem incompreensíveis se a alma de quem os ler não compreender um pouco sobre a dor da existência humana.

Para conferir o livro, basta acessar: http://www.clubedeautores.com.br/book/123185--Ate_que_a_morte_os_separe

Boa leitura!

Luz de sangue - a fuga

Publiquei essa semana o primeiro livro do que pretendo tornar uma trilogia no site Clube de Autores (www.clubedeautores.com.br).

Luz de sangue - a fuga, conta a história de Lucas Ward, que era apenas uma criança quando foi capturado e levado para a Concentração de São Estevão, um lugar alheio ao mundo e perto da grande Liverdream, onde as pessoas temem os agressivos mestres que comandam a Concentração.

Sob as ordens dos lunáticos e ensandecidos mestres, Lucas, agora crescido, será obrigado a cometer um terrível assassinato, e ver perecer a única pessoa em todo o mundo que o tinha em sua estima. Quando ele tenta desobedecer às ordens dos mestres uma guerra pode ser declarada.

Para conferir meu livro, basta acessar: http://www.clubedeautores.com.br/book/123265--Luz_de_sangue

Boa leitura!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vincent (Tim Burton) - Resenha

Um curta metragem dirigido por meu estimado Tim Burton (de Alice no País das Maravilhas), com texto por ele mesmo escrito. O curta é o primeiro do consagrado diretor, datando de 1982, e conta a vida de Vincent Malloy, um garoto de sete anos que, ao contrário das outras crianças de sua idade, lê autores como Edgar Allan Poe e tem como ídolo o já falecido ator Vincent Price (de Edward Mãos-de-Tesouras). O jovem Vincent enlouquece com seus gostos e anseios, legando à rápida trama um ar único, sinistro e envolvente, somente conseguido por Burton em suas obras. Filmado na técnica de stop-motion (a mesma de O Mundo Estranho de Jack), Vincent é mais uma das pedras preciosas com que brinda o diretor aos seus fieis seguid-... fãs.

Ainda não assistiu "Vincent"? Está esperando o quê? Ó o curta aqui:

Desejo...

Queria eu poder sentir o perfume das rosas, a brisa fresca do vento, ou mesmo a textura da madeira firme. Queria eu poder ver a beleza das estrelas, sentir o calor da verão, ou o frio da estação. Queria eu que meu coração tornasse a em meu peito bater, que a lágrima em meu rosto mais uma vez se pusesse a correr. Queria que eu meus lábios se curvassem no antigo sorriso, que minha pele mais um vez... sentisse a maciez do toque das pétalas das vermelhas rosas. Não jogem aos meus pés os brancos crisântemos, ou velas por mim acendam! Deixem a pálida lua iluminar meu rosto e que minhas pálpebras fechadas sejam tocadas pelo ar gentil das colinas da infância que ainda brinda à vida sob os galhos dos grandes e amigos carvalhos. Não neguem a mim estes últimos anseios, suspirados com o último alento da vontade. Deixem apenas a paz, o silêncio abençoado - e se possível, também o canto do trsite rouxinol que junto a minha janela trazia suas melodias...

domingo, 11 de setembro de 2011

Resenha: O voo de Icarus – até onde nossa mente pode nos levar?

O voo de Icarus – até onde nossa mente pode nos levar?
          Nunca li uma estória tão singular quanto a narrada pelo livro do escritor gaúcho Estevan Lutz, e olha que já li muita coisa...
          No começo o enredo me recordou de um filme protagonizado pelo ator americano Eddie Murphy, Pluto Nash, isso pelo ambiente estruturado pelo autor. Mas depois a estória seguiu um rumo completamente diferente daquele que eu tinha anteriormente imaginado, coisa que agrada os leitores.
          Durante toda a trama eu esperei que as coisas com Icarus, personagem protagonista que cede nome ao livro, acontecessem de uma forma e, a cada página que eu virava, minhas expectativas eram substituídas por acontecimentos e revelações inesperadas e surpreendentes. A estória é contada de uma forma que nos introduz com facilidade para o mundo fictício onde Icarus vive sua vida.
          Viciado numa droga denominada “nirvana”, Icarus busca tratamento e aceita o uso de nanotecnologia para o acontecimento tal, o que o faz mergulhar numa “alucinante” realidade paralela ao mundo virtual onde ele vive. Juntamente com Rox, ele faz o leitor parar para pensar o que é real e o que é imaginário, num verdadeiro voo de emoções, descobertas e até mesmo dúvidas, que preenchem cada página, prendendo o leitor do início ao fim.
         Se você ainda não leu, está esperando o quê? Adquira logo seu exemplar de O Voo de Icarus e lance sua imaginação nesse voo!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Requiem "Librera me"

                                                 (Divina Comédia - ilustração por Gustave Doré)

Līberā mē, Domine, de morte æternā, in diē illa tremenda:
Quandō cœli movendi sunt et terra.
Dum veneris īudicāre sæculum per ignem.
Tremēns factus sum ego, et timeō, dum discussio vēnerit, atque ventūra īra.
Quandō cœlī movendi sunt et terra.
Diēs illa, diēs īræ, calamitatis et miseriæ, diēs magna et amara valde.
Dum veneris īudicāre sæculum per ignem.
Requiem æternam dōnā eīs, Domine: et lūx perpetua lūceat eīs.

As cores

          Eu vejo as cores. Elas estão por toda parte ao meu redor - uma sinfonia singela; uma canção discreta.
          Eu vejo as cores. Elas completam meu dia, preenchem as sombras e deleitam meus olhos.
          Eu vejo as cores. Meu saudoso azul, meu belo carmim e brilhante doirado.
          Eu vejo as cores. Fartas, elas encobrem o mundo, deleitam nas rosas, choram nos céus.
          Ah! Minhas belas cores! Meu sombrio cinzento! Amado púrpura!
          Eu vejo as cores...